segunda-feira, 11 de junho de 2012

FLASH BACK Agosto 2011: CANDIDO OU O OTIMISMO, Voltaire

CÂNDIDO OU O OTIMISMO é uma das obras mais conhecidas e respeitadas do filósofo iluminista François Marie Arouet, conhecido como Voltaire (1694-1778 Paris).
Trata-se de um conto sarcástico publicado em 1759 que relata a história do jovem Cândido, e começa com o seguinte ''Era uma vez'':
Havia na Vestfália, no castelo do senhor Barão de Thunder-ten-tronckh, um jovem que a natureza havia dotado com as melhores qualidades. O seu rosto era o espelho da alma. Era de entendimento claro e espírito simples; e creio que foi esse o motivo por que lhe deram o nome de Cândido (...).
Cândido mora no castelo e, juntamente com a Cunegundes (por quem é apaixonado) recebe ensinamentos do otimismo de LEIBNIZ (mais coisas do cara aquiatravés do mestre Pangloss! O fundo da teoria do Leibniz é que se deve compreender todos os acontecimentos da melhor forma possível! É a viagem crença no MELHOR DOS MUNDOS POSSÍVEIS, ainda que eivado de mazelas, diferenças, preconceitos, guerras etc..

Daí que Cândido, o jovem protagonista, é expulso do castelo pelo Barão - pai da Cunegundes - pois este avistou um inocente beijo entre eles. :P   A partir daí, os 30 capítulos do livro são uma sucessão de acontecimentos trágicos, conflitos e desgraças com Cândido e com os demais personagens que vão aparecendo na sua jornada.. Aí o mundo vai mostrar para ele o quanto é ''O MELHOR DOS POSSÍVEIS'' heheheh 

Espia aí uma parte do sumário --->

Voltaire é extremamente (e lindamente) irônico, ácido e sarcástico! Eu me diverti muito com esse livro, e dava altas gargalhadas pelo humor inteligente com que os personagens são imersos num otimismo absurdo e exagerado dentro de situações extremas de violência, tortura e caos!  :X  O pano de fundo desta obra são os horrores e as crueldades do século XVIII, onde praticamente todos os personagens principais passam ou passaram por algum tipo de tormento físico ou psicológico.. Como diz na Wiki, (...) o autor ridiculariza a religião, os teólogos, os governos, o exército, as filosofias e os filósofos através de alegorias; de maneira mais conspícua, ele chega a roubar Leibniz e seu otimismo (...). 

Enfim, o principal objetivo de Cândido, que até mesmo o faz atravessar diversos continentes, é reencontrar a bela Cunegundes, sempre teimando em “sustentar que tudo está bem quando tudo está mal” (segundo os ensinamentos de Pangloss). 
A leitura é super fluida e rápida, sendo possível ler num tiro só (são 131 páginas da edição de bolso Martin Claret: Coleção A obra-prima de cada autor)!!

É bem interessante ver que um FILÓSOFO famoso tem um texto não-denso e possível para nós reles mortais!  :)


mundo com que Cândido se depara o faz, então, questionar os ensinamentos de Pangloss!! Ele chega à conclusão de que a solução é todos deixarem de lado as reflexões e se preocuparem apenas com a própria vida, pois é o único meio de torná-la suportável: Tudo isso é muito bonito - respondeu Cândido -, mas o que é preciso é cultivar o nosso jardim!

Destaco um comentário que a escritora e cronista curitibana Helena Sut fez numa resenha de Candide ou l'Optimiste:

´´Na construção do mundo possível, o homem deve se estruturar com todas as ferramentas ao seu alcance. Uma ampla visão da humanidade, suas contradições e convergências, e uma segura restrição de sua inserção nas causas sociais nas possibilidades de realizações e conquistas pessoais. O homem é a realidade que laborada com empenho gera frutos e escreve a verdadeira filosofia com atitudes legítimas.``

Admitamos ou não, em quantidade maior ou menor, as dificuldades estão presentes em todas as famílias - cândidas ou não.
A diferença entre as pessoas está na dose de fé e confiança com que passam os acontecimentos e situações adversas. 
Na saúde, na alegria, todos somos iguais, né?!

Um beijo bom,
Camilla.

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