quinta-feira, 25 de abril de 2013

Intervenção de Terceiro #1, com Débora Arsand

Como eu havia anunciado novidades, aí está a primeira postagem da 'Intervenção de Terceiro' - seção reservada para os pitacos/dicas/resenhas literárias de amigos convidados. A amiga e colega do MP, Débora Arsand, inaugura esse espaço comunitário com o livro O iluminado, obra do mestre da literatura de horror Stephen KingBora conferir??
Cena clássica do filme... "Here's Jonny!!"

Como a gente começa a se meter no blog alheio?! Indo direto ao ponto falando do livro ou fazendo um pouco de rodeios para ser mais bem compreendida? Bom, talvez um pouquinho de rodeios faça bem. Quando a Camilla me convocou (!) para esta missão (aliás, obrigada!), imediatamente fui dar uma olhada nos meus livros com o objetivo de escolher o meu preferido para esta resenha. E foi quando eu percebi que eu não tenho tantos livros assim. Não me entendam mal, eu leio! Sempre estou com um livro por perto. Mas, felizmente, na minha família todo mundo lê também e, por acreditar que a função social do livro é ser lido, e não apenas comprado, pego muitos emprestados (e sempre devolvo, caso a lembrança de emprestar um livro tenha causado algum arrepio por aí). Então, tendo que buscar na memória os meus preferidos, não foi difícil lembrar deste clássico do terror.                                                                                                   
O Iluminado (1977) fala da sofrida família Torrance (Jack, alcoólatra e escritor fracassado, a depressiva esposa Wendy e a criança Danny, que sofre com convulsões inexplicáveis). Jack consegue o emprego de zelador no velho hotel Overlook, levando toda a família para lá residir por aproximadamente seis meses (os meses de baixa temporada, quando o hotel fica vazio), acreditando ser esta também uma boa oportunidade para escrever.
Só que o Overlook (que acaba se tornando um personagem do livro) não é um hotel comum. Isolado, vazio e cercado por neve, não permite qualquer comunicação externa. Assim que os personagens passam a serem os únicos moradores do local, o Overlook vai, sutilmente, interferindo nas suas relações. Ao longo do livro, o isolamento no hotel acaba por ser enlouquecedor, e em meio a esta perceptível sentença de morte Danny compreende que é Iluminado (embora não se saiba ainda se isto é bom ou ruim).
O livro é bem descritivo, o que aumenta o suspense e o torna, realmente, assustador. Stephen King nos leva pelos corredores do hotel a cada exploração do local por Danny. A história é repleta de cenas sombrias, deixando o leitor tenso e ansioso, e as personalidades vão aclarando ao longo da leitura, transparecendo os motivos que os levaram a praticar determinados atos.

Em 1980, o livro foi adaptado para o cinema com direção de Stanley Kubrick e Jack Nicholson no papel de Jack Torrance, tornando-se um clássico do século! Achei o ´The Shinning` uma ótima adaptação do livro (embora eu seja do time que sempre acha o livro melhor) e também recomendo, especialmente depois de ler o livro. 
Já li outros livros do talentoso escritor Stephen King e, sem dúvida, ele é muito hábil na tarefa de envolver os leitores. Devorei o livro em poucos dias!
Recentemente, descobri que Stephen King está planejando uma sequência para a história, com lançamento previsto para setembro de 2013 (Doctor Sleep), mostrando Danny como um homem de meia-idade. Contando os dias.
Débora Arsand.
SHOW, Débora!! Obrigada!! ;)
 A seção Intervenção de terceiros começa em grande estilo, pois Stephen King dispensa apresentações e a resenha da Débora super despertou a vontade de ler O iluminado! E mais, ela teve o cuidado de não fazer spoiler e ainda finalizou com a novidade de uma aguardada sequência da história! 
Quanto ao filme, a que já assisti, aconselho uma companhia corajosa, chocolate para aliviar a tensão e um cobertor para, eventualmente, cobrir os olhos. 
 
Um beijo bom,
Camilla. 

terça-feira, 23 de abril de 2013

Da verdadeira face da palavra Facebook

Ressalvadas as utilidades comerciais; divertidas; culturais; informativas, o Facebook é um fenômeno individual antes de ser um fenômeno social. 

Ouço vozes preto e branco a dizer ´´todo mundo é feliz no Facebook``, talvez porque em geral postam sorrisos a lágrimas; Punta a Boca do monte; pele com base Mac a cicatrizes; Trident a hálito fresco matinal; Dudalina a Malwee, e por aí vai.

É legítimo mostrar a sombra divertida e cor-de-rosa dos retratos, até porque não conheço pessoas normais que fotografem unha encravada, desaprovação em concurso público ou velório. E pra não dizer que não falei dos espinhos, o tempo todo há atualizações de status com mensagens de tristeza, desilusão, solidão e fracasso travestidas de frases edificantes e citações de autoria duvidosa: Fernando Pessoa são pedidos de atenção e cuidado; Marta Medeiros são carimbos de mulher forte e Chapolin, coitado, são tapas na orelha, desculpinha pra obesidade ou reclamação de TCC.

O facebook é mais vitrine de desassossego, aceitação ou entretenimento gratuito e menos um desfile de glórias e alegrias contínuas como as vozes preto e branco afirmam. 
Veja bem, são raros os casos de estudantes faceiros ao soar o despertador quando percebem que chove e seu ônibus lotado vai passar dali em 5 minutos. Em contrapartida, já ´aplaudi` alegres motoristas cantores sertanejos no trânsito da Av. Medianeira às 18:54 em dia de chuva. É relativo.
A felicidade e a tristeza são quindins, um mais lustroso de glicose e outro mais opaco e esponjoso. Ambos são gostosos, depende da confeitaria, né?

Não concordo com o discurso de que ´´todo mundo é feliz no Facebook`` porque ele sugere um suposto engodo protegido pela tela azulada. A felicidade é um conceito tão sazonal quanto os trocentos links que acessamos diariamente, e não é a rede social que colabora na sua manutenção!

Outra coisa. Se o mote da vida em sociedade é ajudarem-se uns aos outros para transformar o mundo, é natural as pessoas buscarem ser aceitas para cumprir sua missão mais facilmente em grupos. Como é natural, também, mostrar-se virtualmente mais legal/descolado/________ (insira aqui algum adjetivo sensualizante). 
Na maioria dos casos os sentidos confirmam isso na vida real.

Falando em aceitação, há muitos anos éramos pequenas pessoas mostradoras de gengivas quando bochechas subiam e apertavam os olhinhos e tudo isso era extremamente sedutor. Minha vocação materna anti-choro e anti-galinha pintadinha nota que o desejo de atenção e inserção social é tão inerente que o bebê seduz para conquistar um intento e os pais SEMPRE se rendem ao reizinho.
Para a alegria dos dentistas todos rendemo-nos a bocas com dentes saudáveis à mostra, muito embora nem sempre signifiquem felicidade suprema. Lágrima também padece dessa dualidade. Tudo é símbolo, né?! :)

A internet é um mar de simbologias e me conforta saber que pessoas dão crédito a qualquer texto que inicie com ´´ouço vozes`` e termine com conclusões não conclusivas de alguém insone ... :o) 

Da opinião do ego (como achamos que nos veem) até a opinião difusa (como realmente nos veem) há muros construídos sobre falhas de comunicação visual, sonora e escrita e pixados com impressões/achismos/preconceitos de latas vazias de tinta de um grafiteiro cego.
A rede social é horizonte infinito deturpador de sentidos, tanto que uma palavra ou oração mal virgulada gera inúmeras sentenças quanto cabeças online. 
´´Todos são amados no facebook`` é outra hipótese absoluta que, além de impraticável, ironiza a galera emocional e socialmente inserida. Adoro repetir: o sentimento de pertencimento a um nicho/grupo/tribo/vibe/esporte (re)dignifica o eu, constrói o ser pensante e invariavelmente causa manifestações de apreço. O aplauso não pode ser mais que um estímulo; mais que isso, ensurdece.

Perfis demonstram a suposição do seu melhor. 
Eu acredito em perfis e fotos felizes de facebook. 
Eu acredito num mundo (virtual e real) melhor. :D

Dizem que não há medo ou derrota em rede social. É claro que tem! 
Talvez não explícitos, mas ´sutilmente` expostos em citações de Érico Veríssimo, textos do Arnaldo Jabor ou indiretas jeb/direto. 

Um beijo bom,
Camilla.                                p.s.: aproveite o tema e curta a página do blog lá no facebook! ;)

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Aniversário de 1 ano do Companhia de Papel & Sorteio de livros!!

No dia 25 de abril de 2012, eu escrevia o primeiro post do blog Companhia de Papel!!
E, tchê, é muuuito legal ver meu despretensioso diário de leituras alcançar, nesta semana, o número de 10.000 visualizações!
São dez mil sementes do bom hábito da leitura plantadas.. e dez mil motivos pra seguir adelante!! O que não será difícil, a julgar pela infindável lista de livros me esperando na estante e a frequente aquisição de títulos novos confirmando que sou uma #pródigaliterária.
E para celebrar o aniversário do blog preparei algumas novidades:
     “Intervenção de terceiro”
Vai ser uma seção mais ou menos quinzenal em que amigos e amigas vão dar sua dica / resenha / pitaco literário!! Será a primeira seção dedicada a textos de outrem, e foi sugestão da querida amiga e colega Débora Arsand! :* [Débora, quer fazer a honra de ser a primeira convidada convocada?? :D ] E sim, o nome da seção é uma homenagem ao glorioso direito processual civil. o/
     “Tráfico de influência”
Aproveitando minha privilegiada condição de rato de internet dentro do, assim batizado, ´universo literário`, vou obter benefícios para os leitores que pouparão wifi e irão direto ao ponto, ou seja, direto nos escritores/blogueiros/jornalistas mais qualificados e aclamados pela crítica (aqui, leia-se ´crítica` como sendo a opinião do povo! hehe). Essa seção será composta de links para textos interessantes e imperdíveis para aqueles momentos de ócio e navegação sem bússola, sabe como?

“Sorteio!!!”
Aniversário sem presente não é aniversário!  
Por isso, ao soprar a velinha de 1 ano o blog Companhia de Papel vai presentear 2 amigos com livros (jura?!).
Os títulos são surprise, mas adianto que estão dentre premiados com Nobel de literatura. 

Não vamos tirar no palito ou sortear pela Caixa Econômica Federal... :X              
Para simplificar, bastará CURTIR e COMPARTILHAR este post através da página no facebook.  :o)                                                          
A escolha - cuja lisura será garantida pela presença de uma criança :P - e a divulgação dos sortudos ocorrerão dia 23 de abril, coincidentemente quando é celebrado o Dia Internacional do Livro. :D
 
Enquanto isso, vá reforçando o estoque de vinho e aguarde as próximas resenhas... ´Clube da Luta` e ´A revolução dos bichos`...
Um beijo bom,
Camilla.

UPDATE!!! O sorteio online indicou os ganhadores: Débora Coradini e Bruna Cipriani Luzzi, conforme o print que fiz da página. Parabéns, gurias!! Os livros serão retirados no estande da Athena Livraria na Feira do Livro de Santa Maria! 

quarta-feira, 10 de abril de 2013

A MÁQUINA DE FAZER ESPANHÓIS, Valter Hugo Mãe

Valorizada com investimentos e modernidades, a vida humana ganha qualidade em alimentação, saúde, esporte, entretenimento, e a longevidade tem sido a comemorada consequência, visto que mais de 15 milhões de brasileiros vivem na ´melhor idade`! (Censo 2000, IBGE).
Se por um lado acidentes e enfermidades ceifam a vida de jovens adultos, a grande maioria alcança os 60 anos vertendo saúde, vivacidade e disposição para novos projetos e novos amores.

A terceira idade (ou melhor idade) foi a temática estrutural da última obra debatida no Clube de Leitura Companhia de Papel!
Sem saber onde pisaríamos, escolhemos uma obra do escritor Valter Hugo Mãe, angolano radicado em Portugal, cuja autenticidade e qualidade têm sido reconhecidas mundialmente  por meio de prêmios literários e, principalmente, pela legião de fãs e seguidores (na qual me incluo desde então).

Conhecer a bela e ao mesmo tempo triste história de Antônio Silva, 84 anos, engasga...  Isso porque todos tivemos, temos ou teremos idosos próximos carecendo de cuidados especiais da senilidade - oxalá nós próprios - exigindo muita compreensão e respeito.
Nosso protagonista fica viúvo e é ´colocado` pela família num asilo. 
A máquina de fazer espanhóis é um retrato explícito da consciência e opiniões do senhor Silva que, além do luto pela perda da sua amada Laura, tem de administrar sentimentos de desgosto e ódio ante uma família indiferente, a redução da morada a uma patética cama e criado-mudo, e a angústia de se relacionar com estranhos com tantos defeitos quanto ele.

Antônio Silva, Silva da Europa, Senhor Pereira, Anízio, Dona Marta, Dona Glória, Esteves sem metafísica, Américo ... são nossos queridos ´amigos` que em +- 270 páginas fazem e vivem questionamentos sobre vida, doença, tempo, fé, morte, amizades e amores a partir da idiossincrasia do `Lar Feliz Idade´!

Quer participar? clubedeleituraciadepapel@gmail.com
Alguns membros do Clube de Leitura dizem suas impressões no sentido da maravilhosa constatação de que o ser humano pode viver 100 anos e ainda conservar a capacidade de se encantar, segundo Josianne Zanoto... Complementando que a leitura compartilhada é uma experiência muito diferente da leitura em si. O momento dos debates nos faz perceber como podemos ler algo de maneira diferente e, ao contrário, como as mesmas coisas também podem nos emocionar ou nos inquietar.
A Ana Bordin Anelli ressaltou que a lição do livro é uma maior preocupação com a época em que o corpo não corresponderá mais aos estímulos do cérebro. E que a narração de fatos simples pode resultar em grandes reflexões e em ótimos livros! Luciano Mai conta que só vê benefícios em participar do clube: 1) passou a ler mais; 2) teve acesso a livros que provavelmente nunca leria, mas que têm acrescentado muito à sua vida, e 3) a troca nos encontros é enriquecedora, pois as percepções diferentes somam à nossa própria experiência e conhecimento.


Registro que na qualidade de 'dinamizadora' do clube, dada a temática peculiar, convidei minha TIA ZENEIDA, do alto dos seus 72 anos de idade, para participar do encontro. A par do conteúdo do livro, ela brindou com sabedoria e sensibilidade o nosso debate. A Tia Zeneida (também chamada Dinda) ficou solteira e entregou sua vida em missão ao cuidar dos meus bisas e dos meus avós maternos, in memoriam. É um testemunho de vida de cuidadora muito lindo!! Ela SEMPRE diz: o amor supera tudo! E a família é o que há de mais importante nessa vida!!


Pois bem. O VHM é editor, artista plástico, vocalista de grupo musical, e também licenciado em Direito, detalhes dos seus 41 anos de idade e de inspiração observados nas letras minúsculas do livro. Sim. Usando da liberdade gráfica, todo o texto é escrito em minúsculas! No início é estranho, mas em seguida ganhamos um olhar diferenciado. :D

É a simplicidade que procura e está convicto de que usando apenas minúsculas não só o pode almejar, como "acelerar" a própria escrita. E "agilizando o texto" aproxima-o não só do ritmo da fala como do próprio pensamento. "A escrita convencional deita mão de tantos sinais que nos obriga a marcar uma distância permanente entre o que somos e o que o texto é", acrescenta. "Um texto mais acelerado permite uma respiração mais natural ao leitor encurtando essa distância". (artigo de site português).

A literatura portuguesa é afamada por Saramago e Eça de Queiroz, dentre tantos, e ouso dizer que Mãe respirou os mesmos ares..., pois apesar de retratar profundos dramas, apresenta situações irônicas e humorísticas, tratando com sensibilidade os pormenores da memória, fisiologia, valores e expectativas dos vovôs e vovós.

Poético e sem eufemismos, VHM dá lição de vida a partir de todas as linhas que escreve!! 

Um beijo bom, 
Camilla.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Do hábito da leitura

Não raro me perguntam como?/quando? leio literatura se tenho uma rotina apertada de trabalho e estudo. Então me questionei se o fator diferencial é a organização do tempo ou a dose de interesse que se deposita numa ou noutra atividade.
Então concluí – mais uma vez – que ´tempo é questão de prioridade` e as pessoas pensantes ou que se dispõem a pensar gostam genuinamente de ter zilhões de tarefas para, uma vez assoberbadas, conseguir AGIR. :)  Oração, higiene, alimentação e esporte, por exemplo, também estão no rol das atividades diárias obrigatórias e duvido alguém se esquecer de, após a refeição, escovar os dentes. É tipo automatizar o que faz bem.  
Quero dizer com isso que, antes de se tornar um prazer integral, a leitura é hábito! E hábito, meus amigos, é um jeito constante de se comportar; é a repetição de algo aprendido que fazemos sem pensar como deve executá-lo. É claro que não repetimos apenas aquilo que ´´amamos`` fazer, por isso convoco os não leitores contumazes – obrigada pelo interesse despedido (ao chegar até este terceiro parágrafo) – pra escolher um livro de um tema qualquer e desafiar a si mesmo.. ´´impondo um hábito novo``.
Meu comprometimento com o trabalho e as leituras técnicas é bem mais sério que o dirigido a uma leitura literária, obviamente, mas ouso afirmar que a vida real funciona melhor se aliada – por que não, diariamente? – a uns capítulos de ficção, tensão, diversão...  Aí entram o interesse e a organização do tempo: se me faz bem, arrumo tempo.
Posso reunir experiências de personagens e recriar realidades toda vez que aprecio uma obra, ou aquietar a mente e absorver emoções. <3
Neste sentido, o ato de ler é mais pró-ativo que assistir televisão. Pela TV recebemos coisas prontas e gerais, pela leitura construímos coisas especiais e únicas. (O ideal seria aliar essas duas formas de cultura, para quem tem Net/Sky - que não é o meu caso). hehheh
Como você experimenta a leitura? Tens o hábito? Falta motivação ou impulso? Já pensou em participar de um Clube de Leitura?
O Clube de Leitura Companhia de Papel está em plena atividade aqui em Santa Maria e é muito simples participar! Manda um e-mail pra clubedeleituraciadepapel@gmail.com, que eu te conto como funciona!!
Um beijo bom, Camilla.


UPDATE! Super pertinente eu citar aqui o post da Taize Odelli, do site rizzenhas.com, que coincidemente acessei hoje de noite. Prestenção nesse trecho:
"Ler não é uma necessidade vital para todos. Para mim é, leitura é minha vida, é o que mais amo fazer, mas sei que isso não deve ser imposto a todos. E não sou melhor do que aqueles que preferem um filme, a música, o teatro ou as novelas como forma de entretenimento. E, sinceramente, não ser leitor não é nenhum defeito – claro, a não ser aquele ignorante que tem orgulho de não ler sem nem ao menos ter experimentado da fruta. Leitura não é garantia de caráter, existe tanto leitor ignorante e escroto quanto não leitores. Os não leitores encontram aquilo que tiramos da leitura em outros meios, e a qualidade disso não é melhor ou pior, é só saber como e o que tirar de cada fonte de conhecimento, entretenimento e reflexão." 

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