quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

PUT SOME FAROFA, Gregorio Duvivier

Eitchalelê!!
Acredito eu, que Gregorio Duvivier dispense apresentações.

Talvez muitos o conheçam apenas como "um integrante do Porta dos Fundos", mas além de ator e comediante, Gregorio também é roteirista e cronista!

Put some farofa é um livro de crônicas, com algumas ficções com carga afetiva, textos de cunho político, ironias, além de algumas esquetes escritas para o Porta. 
Há textos inéditos e outros que foram publicados no jornal Folha de SP, na coluna semanal do Duvivier.

Para quem me segue, sabe que não costumo ler crônicas. É só ver aí no índice de resenhas.. Mas em se tratando de humor, comédia, ironia.. nada melhor que um texto curto e leve para descontrair. 


(...) Se Gregorio revela o raro dom da multiplicidade, tendo despontado no cenário cultural brasileiro ao mesmo tempo como ator, roteirista, comediante, cronista e poeta, também múltiplo é este volume, que transita entre ficções, memórias de infância, ensaios sobre artistas que o influenciaram, artigos de opinião, exercícios de estilo e experimentações sem fim. Os textos vão da pauta que está sendo debatida naquele dia no jornal ao completo nonsense; do lirismo ao humor escrachado; do íntimo ao universal.
No conjunto, o que espanta no autor é o frescor, a coragem, e, sobretudo, a capacidade inesgotável de se renovar a cada semana, contando sempre com a inteligência e a sensibilidade do leitor.
*
Você vai dar boas risadas e se surpreender com a prosa do Gregorio Duvivier!! 

Ótima dica de presente para aquele amigo que até gosta de ler, mas não tem muita paciência, sabe? 

Um beijo bom,
Camilla.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

CAVALO DE GUERRA, Michael Morpurgo

Sem dúvida, Cavalo de Guerra é um dos livros mais emocionantes que eu já li!

Ele tem uma peculiaridade que pouco se vê na literatura de guerra, que é a voz narrativa de um animal. 

Sim, a história é contada pelo cavalo, que nos brinda com um olhar diferenciado sobre a humanidade e o mundo, na situação extrema que é uma guerra.

Albert é um jovem, filho de um arrendatário de uma pequena fazenda no interior da Inglaterra, que treina o cavalo que, inicialmente, não tinha nenhum potencial para trabalho na lavoura. Albert o batiza de Zoey, e nasce entre eles uma amizade especial capaz de ultrapassar barreiras e o tempo..

"Não adianta falar com cavalos, Albert - disse a mãe, do lado de fora. - Eles não entendem. São bichos estúpidos. Estúpidos e teimosos, como diz o seu pai, e olha que ele lidou com cavalos a vida inteira."
Para quem não sabe, Cavalo de Guerra conta a história do cavalo Zoey, no contexto da Primeira Guerra mundial, em 1914. Por causa de uma dívida, o pai de Albert precisa vendê-lo.
Zoey descreve, em detalhes, situações desde quando foi vendido no leilão, passando pelas ´rédeas` de variados donos, até sua caminhada (no caso, trote) nas fileiras do Exército inglês.

A linguagem é simples e a narrativa é deliciosa, e a cada capítulo ficamos apreensivos com o que acontecerá com Zoey, um verdadeiro herói.


Em 2012, Steven Spielberg dirigiu o filme baseado nessa linda história de força, determinação e coragem, que garantiu indicação ao Oscar em várias categorias. :)

A guerra leva tudo de todos, mas a amizade verdadeira permanece, a mensagem mais bonita desta obra.

Esta aí uma ótima indicação de livro para jovens de 10 aos 80 anos!! 
Uma aventura única e emocionante em apenas 177 páginas! 

Um beijo bom,
Camilla.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

O PARAÍSO SÃO OS OUTROS, Valter Hugo Mãe e Nino Cais

Que eu sou fã do Valter Hugo Mãe todo mundo já sabe.

Bem por isso estou sempre atenta aos burburinhos editoriais e tento saltar na frente quando tem um lançamento em vista. 

Assim foi com O paraíso são os outros, que comprei na pré-venda, direto da editora Cosac Naify.


Nesse livro fininho, Valter Hugo Mãe transmite uma mensagem simples sobre o amor. O Paraíso são os outros reúne histórias contadas por uma menina que observa intrigada como são os casais!

O título é o oposto de uma célebre frase do filósofo Jean-Paul Sartre, que disse “O inferno são os outros".

São textos de uma delicadeza ímpar e que invariavelmente nos fazem questionar se o amor é simples ou somos nós que o deixamos complexo com dúvidas e entraves.

É um livro infantil para adultos lerem: reúne a inocência infantil com a (suposta) sabedoria dos adultos.

Recomendo com todas as minhas forças, não apenas pelo autor (tudo que ele escreve é excelente), mas pela singela e profunda forma de enxergar a dinâmica {da construção} do amor.

"Acho que invento a felicidade para compor todas as coisas e não haver preocupações desnecessárias. E inventar algo bom é melhor do que aceitarmos como definitiva uma realidade má qualquer. A felicidade também é estarmos preocupados só com aquilo que é importante. O importante é desenvolvermos coisas boas, das de pensar, sentir ou fazer."

Eu creio que a família é a base de tudo, apesar de notar que a sociedade em geral banaliza a família em detrimento do hedonismo, da solidão disfarçada de solteirismo convicto e do consumo desenfreado.
Como dizem, o amor não é para os fracos!! 
É preciso coragem para AMAR, e este livro transmite doses de otimismo e esperança na instituição Família.

Os 18 textos são curtinhos, formando um livro próprio para ler de uma vez só, sem esquecer de uma caneta para grifar passagens inesquecíveis!


"O amor precisa ser uma solução, não um problema. Toda a gente me diz: o amor é um problema. Tudo bem. Posso dizer de outro modo: o amor é um problema mas a pessoa amada precisa ser uma solução."

As ilustrações (fotografias) da edição brasileira ficaram a cargo do artista plástico brasileiro Nino Cais, que fez uma pequena ironia para aqueles que se unem por outros motivos que não o amor...

O paraíso são os outros brinda-nos com uma mensagem bastante positiva e otimista, plena de fé no outro e na felicidade a dois. 
Só é feliz quem partilha!
Por isso partilho com vocês essa dica literária com 100% de satisfação garantida!!

Um beijo bom,
Camilla.

obs: Já resenhei aqui no blog outros livros do VHM (clica nos links!):
A máquina de fazer espanhóis, A desumanização e O filho de mil homens.


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