sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

OUTRA VOLTA DO PARAFUSO, Henry James


Já tive uma experiência com Henry James quando li A Fera na Selva (tem resenha aqui) e recordo que tinha ficado ressabiada com sua linguagem TRUNCADA e complexa,.... mas cá estou novamente me desafiando. 

Em Outra volta do parafuso ou A outra volta do parafuso, publicado em 1898 por Henry James, somos apresentados a um grupo de amigos que, reunido numa véspera de Natal, conta histórias e contos de terror. Um deles diz ter a mais terrível história de fantasmas, e passa a contar propriamente a Outra volta do parafuso.

"Ninguém, além de mim, até agora, a ouviu. É, de fato, horrível demais". (...) "Em matéria de horror?", lembro-me de haver perguntado. (...) Ele parecia dizer que a coisa não era assim tão simples; que na verdade, lhe faltavam palavras para qualificá-la. Passou a mão pelos olhos, fez um pequeno esgar de repulsa. "De monstruosidade - monstruosidade!"


Uma jovem professora de 20 anos é contratada para ser governanta numa propriedade em Bly (na inglaterra) e cuidar de duas crianças órfãs, Flora e Miles. Supostamente a mansão é assombrada pelos fantasmas de Peter Quint e da senhorita Jessel (ex-preceptora). O enredo fantasmagórico conduz para essa percepção, já que a preceptora passa a ter visões dos fantasmas e acredita piamente que as crianças se comunicam com eles...


O livro tem uma boa construção de personagem e diálogos interessantes, e tudo gira nas atitudes e decisões tomadas pela preceptora para ´proteger` e ´salvar` as crianças dos fantasmas.
Na minha opinião, Outra volta do parafuso permite uma leitura ABERTA, em que situações misteriosas e ambíguas levam o leitor a questionar se realmente há fantasmas ou uma possível loucura dessa jovem professora.


Se você se interessou pela história, sugiro ler a edição da Penguin Companhia, com tradução de Paulo Henriques Britto.

Um beijo bom,
Camilla.

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